Perfil-Alvo

9 de maio de 2009

Acho que essa semana eu recebi um chamado para falar sobre público-alvo. Em dois momentos distintos com pessoas diferentes ouvi o mesmo comentário sobre a complexidade atual de se definir um público para uma campanha.

E não me venha com a história de que essa reviravolta se deu com web 2.0. Tá, a internet contribui e muito para esse novo formato de público, porém essa mudança foi caracterizada pela transformação dos padrões, crenças e conceitos do mundo. Os costumes não são os mesmos, o cotidiano mudou, a economia mudou e, é lógico, que o público deveria mudar. O mundo mudou de tal formal que não podemos mais fechar um público, em muitos casos, com siglas : AS AB 25+. Ouvindo uma palestra essa semana, o palestrante fez questão de ressaltar que não tratamos mais como target, público-alvo, mas perfil alvo.

Perfil alvo? Sim, essa pequena troca de palavra muda completamente o sentido de definição de um público para um produto, uma marca. O que temos hoje são pessoas que buscam união por afinidades e em muitos casos de diferentes níveis sociais. A questão é simples: tendência e comportamento.

Há alguns anos, tínhamos públicos que se moviam e se comportavam horizontalmente. A diferença de gostos, costumes e crenças se davam em um mesmo nível econômico. Não havia a mobilidade e integração de diferentes classes econômicas. Agora, o mundo, as pessoas são movidas por tendências, gostos, atitudes. Exemplo: há algumas semanas atrás rolou uma feira agropecuária em Brasília. Uma grande dupla veio tocar e arrastou uma multidão e eu estava lá, é claro. Andando e observando, como todo publicitário, percebi diferentes grupos, tribos. O discrepante foi encontrar um grupo de emos em um show sertanejo. O que essa tribo estava fazendo em uma feira agropecuária em Brasília?Vendo boi? Acho que não. A questão é simples estavam, como todos os outros, motivados a ouvir e cantar as músicas melancólicas do sertanejo universitário.

Mesmo sendo um exemplo meio bobo, é fácil de observar que as pessoas, mais do que nunca, estão se movendo por tendências. Não devemos mais cair no erro de definirmos um público, para um plano de comunicação ou mídia, como algo fixo e delimitado por uma classificação pré-estabelecida. A complexidade de definir um público existe e devemos tomar cuidado. Por isso planner, hoje, mais do que nunca, é necessário a elaboração e aplicação de pesquisas de público e comportamento, mesmo que seu cliente não queira “desperdiçar” dinheiro – comoeuficoputocomisso. Pesquisa é investimento, é minimizar erros, é acertar o perfil alvo.

E que caia o AS AB 25+!

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