Você assiste TV? E TV aberta?

6 de junho de 2009

Comecei a reparar há alguns meses sobre os conteúdos que estão sendo veiculados em TV aberta. E isso, me fez passar mais tempo no computador, adquirindo conteúdo mais refinado a meu ver. Até adquiri pay TV para ter mais possibilidades e fugir das baboseiras veiculadas na televisão aberta.

No primeiro momento, achei lindo. Consegui otimizar meu tempo e absorver mais conteúdo. Porém, esqueci da importância e influência que a televisão tem na população e eu me incluo dentro desse bolo.

Se pararmos para pensar, mesmo não querendo, a televisão mobiliza a população. Pouca gente tem, como “primeira mão”, notícias da internet. A televisão veicula e as pessoas correm atrás de maiores informações na internet. Isso quando tem acesso a internet. Mais de 90% dos domicílios têm televisão. Menos de um quinto das casas brasileiras têm acesso a internet. Lógico que existem as variáveis que podem modificar esse cenário, como as Lan Houses. Contudo, a televisão é um grande meio e deve servir de análise para conhecermos nosso público. Esse é o ponto.

Não quero discutir sobre campanhas nos meios de massa, mas a importância que a televisão possui para nós, planejadores ou mídias. Devemos conhecer o meio, entender o meio e saber trabalhar no meio. Ele ainda é o termômetro no nosso país.

Você conhece a programação dos canais de TV aberta? Você sabe qual é o programa do momento? Você já chegou a ver o “novo reality show” da Record?

Se um publicitário deve ser curioso, acho que pelo menos a televisão deve estar dentro do seu interesse. Mesmo que perdendo influência, ela dita tendências. Reparei isso dando um rolé na feira dos importados aqui de Brasília. O número de barraquinhas que vende produtos indianos é surpreendente e eu te garanto que elas não estavam ali quando passava a novela A FAVORITA.

Então, me desculpe, mas não me venha com essa de que você não tem tempo para ver TV. Não precisa ver o programa de cabo a rabo, mas entender como ele funciona e qual é o seu público-alvo sim. Isso vai te ajudar algum dia, talvez em um insight ou quando tiver fazendo aqueles longos planejamentos de mídia que seu cliente faz questão que tenha TV.

Um desabafo, um puxão de orelha, um conselho. Entende como quiser…


Complementando…

12 de maio de 2009

Há alguns post discutimos a posição das marcas na percepção do  público-alvo. De que forma essa comunicação deve ser trabalhada e como o público enxerga a marca no mercado. Encontrei um videozinho, já antigo pelos padrões atuais de atualização – “antes tarde do que nunca”, mostrando a história do marketing e posição do consumidor frente aos bombardeios de ad das marcas.

Sem mais delongas…

video criado por Michael Reissinger da agência alemã Scholz & Friends…


Perfil-Alvo

9 de maio de 2009

Acho que essa semana eu recebi um chamado para falar sobre público-alvo. Em dois momentos distintos com pessoas diferentes ouvi o mesmo comentário sobre a complexidade atual de se definir um público para uma campanha.

E não me venha com a história de que essa reviravolta se deu com web 2.0. Tá, a internet contribui e muito para esse novo formato de público, porém essa mudança foi caracterizada pela transformação dos padrões, crenças e conceitos do mundo. Os costumes não são os mesmos, o cotidiano mudou, a economia mudou e, é lógico, que o público deveria mudar. O mundo mudou de tal formal que não podemos mais fechar um público, em muitos casos, com siglas : AS AB 25+. Ouvindo uma palestra essa semana, o palestrante fez questão de ressaltar que não tratamos mais como target, público-alvo, mas perfil alvo.

Perfil alvo? Sim, essa pequena troca de palavra muda completamente o sentido de definição de um público para um produto, uma marca. O que temos hoje são pessoas que buscam união por afinidades e em muitos casos de diferentes níveis sociais. A questão é simples: tendência e comportamento.

Há alguns anos, tínhamos públicos que se moviam e se comportavam horizontalmente. A diferença de gostos, costumes e crenças se davam em um mesmo nível econômico. Não havia a mobilidade e integração de diferentes classes econômicas. Agora, o mundo, as pessoas são movidas por tendências, gostos, atitudes. Exemplo: há algumas semanas atrás rolou uma feira agropecuária em Brasília. Uma grande dupla veio tocar e arrastou uma multidão e eu estava lá, é claro. Andando e observando, como todo publicitário, percebi diferentes grupos, tribos. O discrepante foi encontrar um grupo de emos em um show sertanejo. O que essa tribo estava fazendo em uma feira agropecuária em Brasília?Vendo boi? Acho que não. A questão é simples estavam, como todos os outros, motivados a ouvir e cantar as músicas melancólicas do sertanejo universitário.

Mesmo sendo um exemplo meio bobo, é fácil de observar que as pessoas, mais do que nunca, estão se movendo por tendências. Não devemos mais cair no erro de definirmos um público, para um plano de comunicação ou mídia, como algo fixo e delimitado por uma classificação pré-estabelecida. A complexidade de definir um público existe e devemos tomar cuidado. Por isso planner, hoje, mais do que nunca, é necessário a elaboração e aplicação de pesquisas de público e comportamento, mesmo que seu cliente não queira “desperdiçar” dinheiro – comoeuficoputocomisso. Pesquisa é investimento, é minimizar erros, é acertar o perfil alvo.

E que caia o AS AB 25+!