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28 de outubro de 2010

Não venho me desculpar sobre a poeira digital que está esse blog. Não vai adiantar nada.

Retomei o gás, afinei algumas arestas e tirei algumas sobras. Descobri que a melhor forma de ter o gás de viver publicidade é falar sobre publicidade e desabafar sobre o dia a dia.

Atualizando meus leitores:

No último post do blog (ano passado), eu trabalhava na área de mídia na Radiola Design & Publicidade, agora sou planner da Casanova Comunicação, agência promocional . Sim, passei a linha imaginária que os publicitários insistem em manter.

Mas posso dizer que o blog está voltando. Sapo barbado volta para ficar!

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Deixa o medíocre para lá!

20 de setembro de 2009

É complicado de fazer?
Então deixa queto!

Você já escutou isso? Não? Você é um cara de sorte. O momento atual da publicidade não é para o default e, sim, para o novo.

Vamos fazer algo marcante, impactante, surpreendente? Bora!
Então não tenha medo de arriscar! Claro, sempre se baseando em pesquisas, estudos, cruzando dados, utilizando referências de coisas que deram certo e que não deram certo. Mas por favor, ser diferente e arrojado não é dar “pulinhos”! É voar, Saltar!

Como você quer ter uma pegada inovadora fazendo o default? Impossível! Vocês acham que os caras que fizeram essas ações tinham certeza que ia dar certo?

Eu acho que não. Eles sabiam que ia dar resultado. Sendo positivo ou negativo, ia dar resultado.

Ou essas campanhas. Será que foram fáceis? Não mesmo!

As coisas fáceis são medíocres. Estamos falando de publicidade e não do crochê da minha vó que tinha um método a ser seguido.

Você acha que a Crispin+Porter trabalha com o pé no chão sempre? Uhum. Tá Bom! O risco está associado ao sucesso. Risco controlado, é lógico. Conversando com uma galera de agências sobre ações, reparei que existe um “medinho”. Mas por quê? Não tem como calcular o retorno? Não direciona às vendas?

Quando a Honda fez este comercial ao vivo, os caras estavam pensando em retorno direto de venda?

Sem contar que existe meios de se calcular o retorno, o impacto e tudo mais. Basta colocar a cabeça para pensar e excluir o pensamento medíocre.

Ouutra coisa, Ação não é panfletagem e entrega de brinde. Para mim, isso é distribuição de material e brinde, nada mais do que isso. Alguém ainda fica surpreso ao ganhar um brinde porco e um flyer? Prefiro o PDV dos supermercados que ajudam na experiência da marca e enchem a barriga do povo. Pronto, falei!


Você conhece o Ricardo Nunes?

18 de setembro de 2009

ricardo-nunesHá cerca de 20 anos, um tal Ricardo, então com 20 anos de idade, começou um negócio em Divinópolis – MG. Na porta da loja, ele colocou: “Cobrimos qualquer oferta de eletrodoméstico do Brasil”, ainda que a maior parte do estoque fosse de brinquedos. Mas eram justamente os brinquedos, principalmente os ursinhos de pelúcia, que cobriam o prejuízo dos eletrodomésticos vendidos abaixo do custo. Isso fez com que o recém-empresário formasse um volume de vendas de portáteis, viabilizando a abertura da segunda loja, três meses depois, que se concentrava em produtos maiores, provenientes de atacadistas. Somente com a abertura da quarta loja, em Nova Serrana – MG, foi que Ricardo se livrou dos atacadistas. Ao entrar no mercado de Belo Horizonte, Nunes voltou com a estratégia dos ursinhos de pelúcia, vendendo mais barato na capital mineira,  compensando o prejuízo nas cidades do interior. Investindo alto em publicidade, a loja cresceu, sempre com o posicionamento focado no preço baixo. Em 2008, já enquanto uma das maiores varejistas, a Ricardo Eletro entrou no mercado do Rio de Janeiro e vem conquistando seu “share” com sucesso.

“A forma para concorrer com as redes maiores foi atacar com preço baixo. Mas para fazer isso é preciso ter custo menor que o da concorrência. Por isso, a estrutura aqui é pequena. Economizamos até no cafezinho. Se for preciso acordar 5 da manhã para pegar um vôo mais barato, eu acordo. Cheguei à conclusão de que manter entrega própria, por exemplo, era muito caro. Hoje, nossa frota é terceirizada. Só não economizamos em publicidade. Não adianta baixar o preço se ninguém souber que você está vendendo barato. Um dos segredos da Ricardo Eletro é que a empresa inteira é orientada a negociar com o cliente e cobrir as ofertas dos concorrentes. Os vendedores são treinados para isso. Qualquer um dos gerentes pode me ligar a qualquer hora e negociar comigo o melhor preço para o consumidor. Até hoje atendo telefonemas de clientes. Eu gosto de loja, gosto de gente. Gosto de entender o que o consumidor quer. Não sou só administrador, continuo sendo vendedor. Brigo muito com a indústria para fazer o menor preço possível à vista.”

Esse tem um quê de político. Um varejo populista, eu diria. A publicidade que personifica a empresa no dono, dizendo algo do tipo “o Ricardo brigou com os fornecedores e só hoje temos televisão tela plana abaixo do preço de custo…”
Aparentemente essa fórmula tem dado certo. Muito certo.