YouTube x Tv

1 de outubro de 2009

Interação e não exclusão. Youtube + TV

Google organizou um video simples para explicar as vantagens da interação da plataforma YouTube com a Televisão. Os resultados foram   previsiveis, mas pode explicar bem o porquê que o cliente faz questão de colocar o comercial dele no youtube. Porém a questão não apenas fazer o upload, é necessário adpatar. Estamos falando de uma nova plataforma.  Talvez uma versão longa seja favorável, já que o envolvimento e o periodo de permanência no canal é muito maior do que a Televisão.


Fênix

1 de outubro de 2009
Imagine que você tenha um Santana 2.0. O carro é bom, já teve seus tempos dourados, tem um motor que responde bem. Você está numa estrada, viajando e, quando menos espera, se depara com um  Ford Mustang dividindo a pista com um Porsche (o trecho é duplicado). O que fazer para, ao menos, chegar perto dessas duas máquinas?

Talvez seja assim que uma marca do setor esportivo se sinta após anos em evidência, ao se deparar com Adidas e Nike expandindo dentro do seu território. Tá, a comparação foi ridícula, admito, mas talvez a sensação seja esse mesma. Estamos falando da Topper. Quem não se lembra da Topper? Pertencente à Alpargatas, a Topper já foi patrocinadora da Seleção em duas copas e teve atuação importante patrocinando a transmissão de Olimpíadas e atletas de peso, como Barrichello (não tão pesado assim) e Gustavo Borges. A última atuação de relevância foi o patrocínio do São Paulo em 2005, quando o time conquistou a Libertadores e o Mundial Interclubes. Só pra lembrar:

No início de Maio, a marca vai iniciar uma nova campanha publicitária, a maior desde 2003, quando usou o Pelé como garoto-propaganda. A nova campanha vem comunicar um trabalho de marca que vem sendo feito desde Janeiro, o mais radical desde que foi lançada no país, reformulando, inclusive, o logotipo, além de lançar novos produtos, expandindo o mercado para novos segmentos em ascenção, como, por exemplo, o de corrida, no mercado de calçados.

Antes e depois
Antes e depois

O mais difícil para uma marca com tanta tradição é mudar sem perder o valor que tem tal tradição, no caso da Topper, uma referência no futebol. O maior problema é não conquistar novos consumidores e perder os antigos.

Um exemplo de sucesso na mudança de posicionamento vem da alemã Puma, terceira maior marca de artigos esportivos do mundo, atrás de Nike e Adidas. A mistura de esporte com moda deu muito certo. A Topper em 2009 apresenta um posicionamento que segue a seguinte linha (trecho retirado do site):

“Topper agora é pura emoção. Um gigante singular que representa a adrenalina correndo nas veias após cada lance, a excitação da bola balançando a rede e o orgulho de ver a fita de chegada sendo rompida no fim da corrida.

Esta nova forma de encarar a vida revela o espírito dos que amam o esporte mais do que simplesmente a vitória. Não trocam a inevitável sensação de perder o controle por nada. Porque para eles, assim como para a Topper, o coração manda.”

Segue um comercial que ilustra esse posicionamento:

A Topper enfrenta dois grandes desafios: crescer em segmentos dominados por grandes marcas globais e batalhar contra um forte concorrente nacional, a Olympikus. A estratégia da Alpargatas, que também possui a Mizuno, Timberland e Rainha, é posicionar a marca um pouco abaixo das marcas de alta performance, com preços agressivos. Isso faz com que, por exemplo, a chuteira mais cara de Topper, de couro de Canguru, custe R$299,00 (R$300,00, para bom entendedor).

No esforço de atrair novos consumidores, a Topper investirá em uma agressiva campanha viral, além de fazer um trabalho nas academias. “Mais que apostar em patrocínios caros e celebridades, queremos atrair a atenção dos consumidores nos lugares onde eles estão” – José Eustachio, Agência Talent.


Conversa entre marca e consumidor

18 de setembro de 2009

Fala Galera! Agora o Sapo Barbado vai ganhar um novo colaborador! Um grande amigo Planner e Presidente da Doisnovemeia Publicidade, Lupércio Leão, Lup Leão.

Esse novo post já é dele!

O assunto já é meio batido, mas achei um artigo bem legal, cheio de cases, que me inspirou a fazer esse post. Boca a boca, buzzmarketing, viralização, mídias sociais. O fato é que a força da opinião individual dos consumidores cresce de forma exponencial. Há cerca de dez anos, havia uma espécie de “ditado”, que dizia:

Em média, um consumidor insatisfeito depõe contra a marca a 10 outras pessoas, enquanto um consumidor satisfeito a recomenda a apenas 5.
Pois é, dez anos se passaram, um período no qual a internet se difundiu ainda mais, veio a WEB 2.0 e o poder das mídias sociais, o que fizeram esses números dobrarem (até onde eu sei). E hoje, como as marcas devem se portar perante o consumidor? Oferecer um bom produto/serviço e comunicar é apenas o básico. A diferenciação ocorre, em diversos casos, a nível de diálogo. O uso das mídias sociais viabiliza tal diálogo em prol do “monólogo”. Hoje, as marcas podem, de fato, conversar com seus consumidores, atendendo suas necessidades e ficando atentos ao que estão dizendo sobre elas.

A seguir, como de praxe, um vídeo da Common Craft, uma série de vídeos divertidos, que abordam diversos assuntos. O engraçado é ele dizer “Social Media may be the next big thing”:


Complementando…

12 de maio de 2009

Há alguns post discutimos a posição das marcas na percepção do  público-alvo. De que forma essa comunicação deve ser trabalhada e como o público enxerga a marca no mercado. Encontrei um videozinho, já antigo pelos padrões atuais de atualização – “antes tarde do que nunca”, mostrando a história do marketing e posição do consumidor frente aos bombardeios de ad das marcas.

Sem mais delongas…

video criado por Michael Reissinger da agência alemã Scholz & Friends…


Nike Onwards – Mais do que palavras

4 de maio de 2009

Um simples e perfeito modo de transmitir valores de uma marca é utilizar imagens. Com o perdão do trocadilho, “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

A Nike através de uma brilhante animação, cheia de referências, mostra a verdadeira essência do conceito proposto : “Run”. Sem mais palavras…

Video produzido pelo estúdio James Jarvis…


Posicionamento de raiz

22 de abril de 2009

Mais importante do que o posicionamento é a razão e o objetivo maior da empresa.

Nesse perfeito feriadão, mais do que necessário, tive a oportunidade de ver um filme antigo, mas muito interessante para se analisar atualmente: The Pirates of Silicon Valley by Martyn Burke.

Não esperava nada do filme e acho que foi por isso que ele me agradou. O filme descreve o nascimento e a disputa das empresas: Apple e Microsoft. A disputa é, basicamente, sobre a criação do primeiro computador pessoal e, é claro, que essa “guerra” ficou para maiores, na minha  opinião, mentes da época: Steve Jobs e Bill Gates.

Não irei discutir sobre o filme, mas sobre acontecimento que marcou o que as duas empresas são atualmente.

Steve Jobs, muito bem descrito no filme, é um cara muito mas muito visionário e insaciável por uma revolução. Bill Gates, uma das mentes mais brilhantes e audaciosas que existe, busca ser o maior.

Por que falar sobre eles? Simplesmente, esses caras foram a chave para o rumo que as empresas ganharam no mercado. Gates levou a empresa para o objetivo maior: dominar o mercado. Sua visão de mercado recaiu sobre a Microsoft e isso foi levado a risca. Jobs transformou a Apple em uma empresa que revoluciona culturalmente e tecnologicamente.

O que isso quer dizer?Uma veio para vender e a outra para surpreender.

Mesmo hoje, podemos ver que nenhuma delas perdeu o seu sentido, sua razão de existir, e é isso que leva a empresa ao sucesso; não perder o foco. Steve e Bill deram a sua cara a suas empresas. Mesmo com as mudanças atuais: Macs mais acessíveis e programas da Microsoft mais rebuscados, nenhuma delas perdeu o objetivo maior.

Qual é a lição?

Antes mesmo de buscar uma comunicação eficiente, um posicionamento impactante; você, planner ou cliente, tente entender a razão da existência da empresa, pois só assim, o que chamamos de trilhar caminhos para o sucesso, vai dar certo.

Assista o filme, vale a pena. Release aqui.


Um Posicionamento Daqueles!

15 de abril de 2009

Honda sempre foi uma marca de grande presença no mercado. Mesmo nos períodos de dificuldade, como agora, a empresa continua seguindo em frente com uma força sem comparações. Em tempos de crise, Honda lança seu carro híbrido, Honda Insight Hybrid. E através de um posicionamento forte e um show de comercial, desperta no consumidor a vontade sonhar e fazer o melhor.

Junto com agência Wieden + Kennedy transformaram o posicionamento “Power of Dream” em realidade. No belíssimo hotsite da Honda temos uma série de documentários que inspiram a possibilidade de sonhar. E em suas propagandas, temos roteiros que despertam o sonho em qualquer um. Mas não apenas o sonho de vida, mas um sonho de ter um Honda.

Com uma estratégia brilhante e bem fechada, a Honda consegue atingir seu consumidor, não apenas no nível de estratégia de venda, mas no emocional. Um posicionamento forte não pode deixar de ser usado, Honda como nunca soube utilizá-lo de uma forma totalmente pertinente.

Não me diga que você não ficou inspirado e confiante no seu futuro ao ver o instituicional da Honda (aqui) sobre seu criador? Ou até mesmo feliz vendo o comercial de lançamento do Honda Insight ?

O foco de uma boa estratégia, de um bom posicionamento é atender os objetivos maiores. Objetivos que podem ser entendidos como a máxima da empresa, a sua razão de viver. E isso deve ser dito e mostrado, através do posicionamento representado por ações.

O posicionamento deve ter intimidade com o consumidor. Como diz meu colega, “é aquela palavra que você quer ouvir quando está apaixonado por algo”. Um posicionamento que não apenas vende, mas produz sentimento. Ele deve ser provocante, excitante, incitante, necessariamente nessa ordem na minha opinião.