Você conhece o Ricardo Nunes?

ricardo-nunesHá cerca de 20 anos, um tal Ricardo, então com 20 anos de idade, começou um negócio em Divinópolis – MG. Na porta da loja, ele colocou: “Cobrimos qualquer oferta de eletrodoméstico do Brasil”, ainda que a maior parte do estoque fosse de brinquedos. Mas eram justamente os brinquedos, principalmente os ursinhos de pelúcia, que cobriam o prejuízo dos eletrodomésticos vendidos abaixo do custo. Isso fez com que o recém-empresário formasse um volume de vendas de portáteis, viabilizando a abertura da segunda loja, três meses depois, que se concentrava em produtos maiores, provenientes de atacadistas. Somente com a abertura da quarta loja, em Nova Serrana – MG, foi que Ricardo se livrou dos atacadistas. Ao entrar no mercado de Belo Horizonte, Nunes voltou com a estratégia dos ursinhos de pelúcia, vendendo mais barato na capital mineira,  compensando o prejuízo nas cidades do interior. Investindo alto em publicidade, a loja cresceu, sempre com o posicionamento focado no preço baixo. Em 2008, já enquanto uma das maiores varejistas, a Ricardo Eletro entrou no mercado do Rio de Janeiro e vem conquistando seu “share” com sucesso.

“A forma para concorrer com as redes maiores foi atacar com preço baixo. Mas para fazer isso é preciso ter custo menor que o da concorrência. Por isso, a estrutura aqui é pequena. Economizamos até no cafezinho. Se for preciso acordar 5 da manhã para pegar um vôo mais barato, eu acordo. Cheguei à conclusão de que manter entrega própria, por exemplo, era muito caro. Hoje, nossa frota é terceirizada. Só não economizamos em publicidade. Não adianta baixar o preço se ninguém souber que você está vendendo barato. Um dos segredos da Ricardo Eletro é que a empresa inteira é orientada a negociar com o cliente e cobrir as ofertas dos concorrentes. Os vendedores são treinados para isso. Qualquer um dos gerentes pode me ligar a qualquer hora e negociar comigo o melhor preço para o consumidor. Até hoje atendo telefonemas de clientes. Eu gosto de loja, gosto de gente. Gosto de entender o que o consumidor quer. Não sou só administrador, continuo sendo vendedor. Brigo muito com a indústria para fazer o menor preço possível à vista.”

Esse tem um quê de político. Um varejo populista, eu diria. A publicidade que personifica a empresa no dono, dizendo algo do tipo “o Ricardo brigou com os fornecedores e só hoje temos televisão tela plana abaixo do preço de custo…”
Aparentemente essa fórmula tem dado certo. Muito certo.

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