Sem palavras! Algo simples, diferente em um formato tradicional.
Será que teve resultado? Em questão de impacto e presença, com certeza!
Você gosta dessa discussão: tradicional vs alternativo, clientes, inovação, televisão vs internet? Uma boa hora para falar sobre isso é no almanaque pocket 2009. Os temas são simplesmente sensacionais! Vale a pena ir!
Um clipe chamado “Top Greatest Hits in 4 minutes” está rodando por nossa “rede mundial de computadores”. É muito bacana ver a variedade dos virais. Será que você já viu todos? Vale a pena coferir.
Pena que os virais brasileiros não estão incluídos.
Tá ae! Uma campanha de convergência. Para divulgar a nova temporada de Dexter, foi criado um “joguinho” no Youtube. O jogo consiste em você tentar achar o Dexter (personagem principal) em 4 fases. Passando as 4 fases, você terá o direito de assistir o trailer da 4° Temporada.
Em questão de estratégia, mesmo que simples a idéia, a plataforma utilizada é totalmente pertinente. Não sei em questão de números, mas tenho certeza que UMA GALERA curte seriados na internet, seja streamming ou torrent. Mesmo aqueles que preferem acompanhar, quer dizer, esperar passar na TV, não resistem a pesquisar sobre as novidades do seriado na internet. Lembrando, que na maioria das vezes, essas campanhas tem um foco para a galera viciada e não para você ou para outros que assistem episódios esporádicos.
Ta aí, nada mais lógico do que divulgar seu seriado em um canal de videos como Youtube, principalmente, porquê se fizermos uma pesquisa sobre o seriado encontraremos inúmero episódios upados por lá. Uma boa estratégia com um custo relativamente baixo. Vale lembrar que essa campanha está presente em outras mídias.
Google organizou um video simples para explicar as vantagens da interação da plataforma YouTube com a Televisão. Os resultados foram previsiveis, mas pode explicar bem o porquê que o cliente faz questão de colocar o comercial dele no youtube. Porém a questão não apenas fazer o upload, é necessário adpatar. Estamos falando de uma nova plataforma. Talvez uma versão longa seja favorável, já que o envolvimento e o periodo de permanência no canal é muito maior do que a Televisão.
Imagine que você tenha um Santana 2.0. O carro é bom, já teve seus tempos dourados, tem um motor que responde bem. Você está numa estrada, viajando e, quando menos espera, se depara com um Ford Mustang dividindo a pista com um Porsche (o trecho é duplicado). O que fazer para, ao menos, chegar perto dessas duas máquinas?
Talvez seja assim que uma marca do setor esportivo se sinta após anos em evidência, ao se deparar com Adidas e Nike expandindo dentro do seu território. Tá, a comparação foi ridícula, admito, mas talvez a sensação seja esse mesma. Estamos falando da Topper. Quem não se lembra da Topper? Pertencente à Alpargatas, a Topper já foi patrocinadora da Seleção em duas copas e teve atuação importante patrocinando a transmissão de Olimpíadas e atletas de peso, como Barrichello (não tão pesado assim) e Gustavo Borges. A última atuação de relevância foi o patrocínio do São Paulo em 2005, quando o time conquistou a Libertadores e o Mundial Interclubes. Só pra lembrar:
No início de Maio, a marca vai iniciar uma nova campanha publicitária, a maior desde 2003, quando usou o Pelé como garoto-propaganda. A nova campanha vem comunicar um trabalho de marca que vem sendo feito desde Janeiro, o mais radical desde que foi lançada no país, reformulando, inclusive, o logotipo, além de lançar novos produtos, expandindo o mercado para novos segmentos em ascenção, como, por exemplo, o de corrida, no mercado de calçados.
Antes e depois
O mais difícil para uma marca com tanta tradição é mudar sem perder o valor que tem tal tradição, no caso da Topper, uma referência no futebol. O maior problema é não conquistar novos consumidores e perder os antigos.
Um exemplo de sucesso na mudança de posicionamento vem da alemã Puma, terceira maior marca de artigos esportivos do mundo, atrás de Nike e Adidas. A mistura de esporte com moda deu muito certo. A Topper em 2009 apresenta um posicionamento que segue a seguinte linha (trecho retirado do site):
“Topper agora é pura emoção. Um gigante singular que representa a adrenalina correndo nas veias após cada lance, a excitação da bola balançando a rede e o orgulho de ver a fita de chegada sendo rompida no fim da corrida.
Esta nova forma de encarar a vida revela o espírito dos que amam o esporte mais do que simplesmente a vitória. Não trocam a inevitável sensação de perder o controle por nada. Porque para eles, assim como para a Topper, o coração manda.”
Segue um comercial que ilustra esse posicionamento:
A Topper enfrenta dois grandes desafios: crescer em segmentos dominados por grandes marcas globais e batalhar contra um forte concorrente nacional, a Olympikus. A estratégia da Alpargatas, que também possui a Mizuno, Timberland e Rainha, é posicionar a marca um pouco abaixo das marcas de alta performance, com preços agressivos. Isso faz com que, por exemplo, a chuteira mais cara de Topper, de couro de Canguru, custe R$299,00 (R$300,00, para bom entendedor).
No esforço de atrair novos consumidores, a Topper investirá em uma agressiva campanha viral, além de fazer um trabalho nas academias. “Mais que apostar em patrocínios caros e celebridades, queremos atrair a atenção dos consumidores nos lugares onde eles estão” – José Eustachio, Agência Talent.
O newsmagazine The Economist elaborou um video para mostrar o que será discutido na The Third Annual Media Convergence Forum em Outubro. O video ilustra bem o que estamos passando no nível comunicacional e tecnológico.
Você já escutou isso? Não? Você é um cara de sorte. O momento atual da publicidade não é para o default e, sim, para o novo.
Vamos fazer algo marcante, impactante, surpreendente? Bora!
Então não tenha medo de arriscar! Claro, sempre se baseando em pesquisas, estudos, cruzando dados, utilizando referências de coisas que deram certo e que não deram certo. Mas por favor, ser diferente e arrojado não é dar “pulinhos”! É voar, Saltar!
Como você quer ter uma pegada inovadora fazendo o default? Impossível! Vocês acham que os caras que fizeram essas ações tinham certeza que ia dar certo?
Eu acho que não. Eles sabiam que ia dar resultado. Sendo positivo ou negativo, ia dar resultado.
Ou essas campanhas. Será que foram fáceis? Não mesmo!
As coisas fáceis são medíocres. Estamos falando de publicidade e não do crochê da minha vó que tinha um método a ser seguido.
Você acha que a Crispin+Porter trabalha com o pé no chão sempre? Uhum. Tá Bom! O risco está associado ao sucesso. Risco controlado, é lógico. Conversando com uma galera de agências sobre ações, reparei que existe um “medinho”. Mas por quê? Não tem como calcular o retorno? Não direciona às vendas?
Quando a Honda fez este comercial ao vivo, os caras estavam pensando em retorno direto de venda?
Sem contar que existe meios de se calcular o retorno, o impacto e tudo mais. Basta colocar a cabeça para pensar e excluir o pensamento medíocre.
Ouutra coisa, Ação não é panfletagem e entrega de brinde. Para mim, isso é distribuição de material e brinde, nada mais do que isso. Alguém ainda fica surpreso ao ganhar um brinde porco e um flyer? Prefiro o PDV dos supermercados que ajudam na experiência da marca e enchem a barriga do povo. Pronto, falei!
Há cerca de 20 anos, um tal Ricardo, então com 20 anos de idade, começou um negócio em Divinópolis – MG. Na porta da loja, ele colocou: “Cobrimos qualquer oferta de eletrodoméstico do Brasil”, ainda que a maior parte do estoque fosse de brinquedos. Mas eram justamente os brinquedos, principalmente os ursinhos de pelúcia, que cobriam o prejuízo dos eletrodomésticos vendidos abaixo do custo. Isso fez com que o recém-empresário formasse um volume de vendas de portáteis, viabilizando a abertura da segunda loja, três meses depois, que se concentrava em produtos maiores, provenientes de atacadistas. Somente com a abertura da quarta loja, em Nova Serrana – MG, foi que Ricardo se livrou dos atacadistas. Ao entrar no mercado de Belo Horizonte, Nunes voltou com a estratégia dos ursinhos de pelúcia, vendendo mais barato na capital mineira, compensando o prejuízo nas cidades do interior. Investindo alto em publicidade, a loja cresceu, sempre com o posicionamento focado no preço baixo. Em 2008, já enquanto uma das maiores varejistas, a Ricardo Eletro entrou no mercado do Rio de Janeiro e vem conquistando seu “share” com sucesso.
“A forma para concorrer com as redes maiores foi atacar com preço baixo. Mas para fazer isso é preciso ter custo menor que o da concorrência. Por isso, a estrutura aqui é pequena. Economizamos até no cafezinho. Se for preciso acordar 5 da manhã para pegar um vôo mais barato, eu acordo. Cheguei à conclusão de que manter entrega própria, por exemplo, era muito caro. Hoje, nossa frota é terceirizada. Só não economizamos em publicidade. Não adianta baixar o preço se ninguém souber que você está vendendo barato. Um dos segredos da Ricardo Eletro é que a empresa inteira é orientada a negociar com o cliente e cobrir as ofertas dos concorrentes. Os vendedores são treinados para isso. Qualquer um dos gerentes pode me ligar a qualquer hora e negociar comigo o melhor preço para o consumidor. Até hoje atendo telefonemas de clientes. Eu gosto de loja, gosto de gente. Gosto de entender o que o consumidor quer. Não sou só administrador, continuo sendo vendedor. Brigo muito com a indústria para fazer o menor preço possível à vista.”
Esse tem um quê de político. Um varejo populista, eu diria. A publicidade que personifica a empresa no dono, dizendo algo do tipo “o Ricardo brigou com os fornecedores e só hoje temos televisão tela plana abaixo do preço de custo…”
Aparentemente essa fórmula tem dado certo. Muito certo.
Fala Galera! Agora o Sapo Barbado vai ganhar um novo colaborador! Um grande amigo Planner e Presidente da Doisnovemeia Publicidade, Lupércio Leão, Lup Leão.
Esse novo post já é dele!
O assunto já é meio batido, mas achei um artigo bem legal, cheio de cases, que me inspirou a fazer esse post. Boca a boca, buzzmarketing, viralização, mídias sociais. O fato é que a força da opinião individual dos consumidores cresce de forma exponencial. Há cerca de dez anos, havia uma espécie de “ditado”, que dizia:
Em média, um consumidor insatisfeito depõe contra a marca a 10 outras pessoas, enquanto um consumidor satisfeito a recomenda a apenas 5.
Pois é, dez anos se passaram, um período no qual a internet se difundiu ainda mais, veio a WEB 2.0 e o poder das mídias sociais, o que fizeram esses números dobrarem (até onde eu sei). E hoje, como as marcas devem se portar perante o consumidor? Oferecer um bom produto/serviço e comunicar é apenas o básico. A diferenciação ocorre, em diversos casos, a nível de diálogo. O uso das mídias sociais viabiliza tal diálogo em prol do “monólogo”. Hoje, as marcas podem, de fato, conversar com seus consumidores, atendendo suas necessidades e ficando atentos ao que estão dizendo sobre elas.
A seguir, como de praxe, um vídeo da Common Craft, uma série de vídeos divertidos, que abordam diversos assuntos. O engraçado é ele dizer “Social Media may be the next big thing”:
Quando a Internet começou a ser formada, ninguém tinha idéia do que ela seria. Com cerca de 20 anos, se tornaria uma das invenções mais fantástica de todos os tempos e revolucionaria a forma humana de se relacionar, sendo responsável pela maior parte do trânsito de informação atual.
O desenvolvimento dos Protocolos de Internet (IP) e da World Wide Web (WWW) foi o que permitiu à Internet adquirir tamanho alcance. Até chegar aí, entretanto, foram muitas mãos, cabeças e programas trabalhando de forma a contribuir para o desenvolvimento da net, principalmente os estudantes universitários de pós-graduação. O que corrobora o que eu li no livro “A Galáxia da Internet”, que “coordenação e liberdade de informação podem ser mais propícias à inovação do que a competição e os direitos de propriedade”. E é justamente o que praticamos hoje: liberdade de informação, incentivo à inovação e compartilhamento colaborativo.
Web 1 Web 2 Web 3… quê?
Muita coisa mudou desde aquele final da década de 80 até os dias de hoje. E mais do que uma mudança tecnológica, ocorreu também, e principalmente, uma mudança cultural na forma como utilizamos Web e nos relacionamos.
Os conceitos de Web 1, 2 ou 3.0 ainda geram polêmicas. Os limites entre o que é Web 1.0 e Web 2.0 ainda não estão completamente definidos, mas é fato que essa evolução se deu a partir da mudança de postura e percepção do próprio usuário na Web. A nova “cara” do usuário de internet: mais crítico, desafiador, curioso e ativo, aponta o caminho evolutivo da Internet. A falta de tempo e a possibilidade de interagir com várias pessoas ao mesmo tempo falando de vários assuntos e integrando linguagem visual (compartilhando vídeos e fotos) e sonora (compartilhando músicas, sons e conversas por áudio); permitindo que, sem sair de casa, possamos esquecer as distâncias e compartilhar experiências, opiniões, conteúdo e idéias que, mesmo tendo importância só para o nosso ciclo de amigos, têm importância; essa necessidade fez com que a internet evoluísse de forma a destacar as redes sociais (Web 2.0). Já a Web 3.0 surge da necessidade de filtrar a quantidade absurda de informação produzida hoje. Informações essas que existem porque os usuários a inserem e procuram por ela na rede.
Mas a diferença básica entre web 1.0 e 2.0 é mesmo a questão da interatividade, do visual e da linguagem dos sites que hoje podem ser exportados para outros formatos (feeds, por exemplo). Na cultura de web 2.0, os melhores sites e as melhores ações são aquelas que permitem que os usuários gerem conteúdo, criem comunidades e interajam com a marca, com pessoas, com valores, com conteúdo, com idéias.
Post produzido por: Ellen GalvaoPlanner - Doisnovemeia Publicidade